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Felca revela oito anos de bullying e luta contra fobia social em vídeo

Metrópoles•
Felca revela oito anos de bullying e luta contra fobia social em vídeo - celebridades news

O youtuber Felca publicou na madrugada de terça-feira (20/10) um vídeo de pouco mais de uma hora, marcando seu retorno às redes sociais após um hiato de aproximadamente sete meses. Intitulado "Fobia social", o conteúdo, que o influenciador descreveu como o "vídeo mais sincero e difícil" que já produziu, aborda oito anos de bullying sofridos durante a infância e adolescência, além de sua luta contra a fobia social e pensamentos suicidas. A publicação gerou grande expectativa, com internautas especulando um pronunciamento político, mas o foco foi em sua trajetória pessoal.

Relato de bullying e agressões

Felca narra que o bullying começou aos 12 anos, com xingamentos, humilhações e agressões físicas. Em um dos episódios mais marcantes, ele relata ter sido espancado por cinco colegas no banheiro da escola, afirmando que "não me bateram só até eu cansar, mas até eles cansarem". O influenciador, que tem 28 anos e é natural do Paraná, também compartilhou uma situação específica em que meninas fingiram fazer carinho em suas costas enquanto colavam adesivos, para depois, com a ajuda de colegas, levantá-lo no corredor gritando para outros estudantes comprarem os adesivos. Ele descreveu a experiência como uma humilhação.

As agressões físicas foram recorrentes durante a adolescência, deixando marcas psicológicas que se estenderam para a vida adulta, dificultando sua convivência social e levando-o a afirmar aos pais que não conseguiria cursar faculdade.

Fobia social e uso de álcool

As experiências traumáticas levaram Felca a desenvolver fobia social e ansiedade. Na vida adulta, ele passou a recorrer ao álcool para lidar com situações sociais, como gravações e eventos públicos. Em um incidente, ele desmaiou após beber antes de uma gravação em um shopping, resultando em duas costelas quebradas.

O influenciador também revelou ter tido pensamentos suicidas em decorrência do trauma acumulado ao longo dos anos.

Desafio e campanha para enfrentar a timidez

No vídeo, Felca anuncia um desafio pessoal de três meses para lidar com a timidez e a fobia social, que inclui sair mais de casa e aceitar convites. Ele também lançou a campanha digital #SimFel, com o objetivo de incentivar seguidores que enfrentam fobia social a saírem de casa e a enfrentarem gradualmente situações que provocam medo ou desconforto, considerando essa a melhor forma de superar a barreira.

Além disso, o youtuber expressou a intenção de realizar palestras em escolas para relatar suas experiências e discutir os efeitos do bullying na vida de crianças e adolescentes. Ele ressaltou, contudo, que não pretende visitar o colégio particular onde estudou em Londrina.

Expectativa política e impacto legislativo

A publicação do vídeo ocorreu à meia-noite, conforme anunciado previamente por Felca com a frase "Eu me escondi por tempo demais". A mensagem gerou grande expectativa entre seguidores e outras personalidades da internet, como Juliano Floss e Maah Lopez, de que o influenciador abordaria temas políticos, possivelmente relacionados ao segundo turno das Eleições 2026. O nome de Felca chegou ao primeiro lugar dos assuntos mais comentados no X (antigo Twitter) durante a madrugada.

Felca ganhou projeção nacional em agosto de 2025 com um vídeo sobre a adultização de crianças e adolescentes nas redes sociais. O material impulsionou o debate público sobre o tema e levou à tramitação de projetos relacionados à proteção de menores na internet. Em março de 2026, entrou em vigor o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), Lei nº 15.211/2025, que ampliou a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e ficou conhecida como Lei Felca. Entre os casos que ganharam destaque na época estava o de Hytalo Santos e Euro, condenados por crimes relacionados à produção e divulgação de conteúdos sexuais envolvendo adolescentes.

Após a publicação do vídeo de 2025, Felca relatou ter recebido ameaças, indicando a polarização em torno do tema da proteção infantil online.

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