Promotor alerta para o foco na saúde mental em caso de morte de três crianças
O procurador Jonathan Hatami alertou que o apoio público recebido por Lindsay Clancy, nos Estados Unidos, pode estar a desviar a atenção das três crianças mortas no caso. Clancy é acusada de matar os filhos Cora, de 5 anos, Dawson, de 3 anos, e Callan, de 8 meses, antes de tentar tirar a própria vida ao saltar de uma janela do segundo andar.
A defesa de Clancy não contesta que ela causou as mortes, mas a ré declarou-se inocente e contesta a responsabilidade criminal. Os advogados argumentam que Clancy sofria de psicose pós-parto, enfrentando depressão, insónias e vozes que a ordenavam a ferir-se e a ferir as crianças. Em contrapartida, os procuradores alegam que ela agiu deliberadamente e compreendia a ilicitude dos seus atos.
Hatami, que trabalhou em casos de abuso infantil em Los Angeles, defendeu que, embora falhas em sistemas de proteção possam exigir escrutínio, estas não retiram a responsabilidade aos autores dos crimes.
"Ninguém que assassina crianças é uma vítima, não importa o que esteja a sofrer. Nunca se é uma vítima se assassinar pessoas, porque as vítimas não fazem algo. Algo acontece com elas."
O procurador comparou a situação ao caso de Gabriel Fernandez, morto após tortura, sublinhando que as falhas do governo e de assistentes sociais não eximiram os responsáveis pela condenação. No caso de Clancy, Hatami afirmou:
"Se assassinar os seus filhos, precisa de ser responsabilizada e responsabilizada por isso. Não importa quais sejam os porquês, não importa as razões."
Caso seja condenada por qualquer uma das três acusações de homicídio em primeiro grau, Clancy poderá enfrentar uma pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

